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Cão: Vacinas e Doenças

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Terça, 30 de Setembro 2008

Cão: Vacinas e Doenças
Os cachorros lactentes estão imunes perante os principais vírus e não necessitam de vacinas. Esta imunidade é dada pelo leite materno e cessa quando o cachorro deixa de mamar. Assim, a partir das 6 ou 12 semanas, conforme os casos, cabe ao dono assegurar a protecção do animal contra os principais vírus que atacam os cães. Para isso, basta levarem o animal ao veterinário e darem início ao plano de vacinação do cachorro.

Plano de Vacinação


O plano de vacinação deve ser iniciado quando o cão atinge as 8 semanas de vida. A vacinação abrange várias doenças: esgana, hepatite, parvovirose e leptospirose. Quando receber o cachorro certifique-se de que o animal tem as vacinas em dia. Caso isto não se verifique, leve-o ao veterinário para que possa ser vacinado. Às 12 semanas, cerca de 4 semanas depois, o cachorro deve levar um reforço com a mesma abrangência. A vacina da raiva é dada às 16 semanas. Para que a protecção do cão face aos vírus seja eficaz, deve seguir o plano de vacinação de reforço, anual ou bienal. Estes intervalos são apenas indicativos, uma vez que cabe ao veterinário estabelecer um plano de vacinação ajustado a cada animal.

Para além destas vacinas, os cães podem ainda ser vacinados contra a Piroplasmose e Doença de Lyme. De todas, apenas a vacina da raiva é obrigatória. Contudo, fica sempre mais caro tratar qualquer doença do que vacinar o cão.

Doenças prevenidas por vacina


Raiva

A raiva é uma doença que à partida está erradicada de Portugal, o que não quer dizer que os animais não devam tomar a vacina. Isto porque pode sempre surgir um novo caso, apesar das medidas de quarentena, e sobretudo porque a raiva é uma doença extremamente perigosa que ataca também os seres humanos. Todos os animais de sangue quente podem ser contagiados, sendo que nos cães, o vírus encontra-se na saliva e basta uma dentada para o transmitir. Os cães infectados passam por alterações de humor: no início tornam-se desassossegados, depois têm tendência a morder e começam a mostrar sinais crescentes de irritação. O excesso de salivação é uma das características da doença. Não existe cura para a raiva, sendo que um cão não vacinado é imediatamente abatido. Um cão vacinado que esteja sob suspeita permanece em quarentena desde que não manifeste sintomas.

Esgana

A esgana é uma doença viral que pode levar à morte do animal. É uma doença comum nos cachorros, sobretudo naqueles que ainda não têm o plano de vacinação completa e são levados para o exterior onde têm contacto com outros cães. A esgana é uma doença de fácil transmissão, o vírus pode ser transportado pelo ar a curtas distâncias, através de tosse ou espirros, ou no focinhos e patas. O período de incubação do vírus varia entre 1 a 3 semanas. A esgana manifesta-se em vagas de sintomas. Numa primeira fase, provoca febre, mas não muito alta, até aos 41ºC (a temperatura normal dos cães ronda os 39ºC), falta de apetite, desidratação, diarreia e vómitos. Numa segunda fase ataca os pulmões, o estômago e os intestinos e pode provocar tosse. Só num terceiro período se manifestam as convulsões, com o vírus a atacar o sistema nervoso. Os cães com esta doença têm uma alta taxa de mortalidade e quando mais novo for o cão menos hipóteses terá. Mesmo os cães que sobrevivem, geralmente ficam com sequelas para toda a vida, como tiques nervosos, por exemplo.

Em Portugal, esta doença é frequente, uma vez que donos não cumprem o período de “quarentena” do cachorro, durante o qual não pode ser levado a passear, e porque ainda existe a noção errada de que o cão não necessita de vacinas. Estas práticas permitem que o vírus se mantenha a circular e a atacar cães não protegidos ou com o sistema imunitário fraco.

Hepatite Viral

Os cães também podem ter hepatite de origem viral, não sendo transmissível ao Homem. Esta inflamação do fígado e rins não tem uma mortalidade tão alta como no caso de outras viroses, mas nos casos mais graves pode ser fatal ao fim de dois dias. Os cães têm geralmente febres elevadas, acima dos 41ºC, vómitos e diarreias. Podem também desenvolver icterícia. A hepatite viral consegue ser revertida e curada na maioria dos casos, contudo é necessário uma intervenção rápida do veterinário.

Parvovirose

Este vírus que pode ser transmitido aos humanos. Ataca os organismo de duas formas: pode concentrar-se nos músculos cardíacos, sendo mortal na maioria dos casos, ou atacar os intestinos. A primeira ocorre sobretudo em cachorros, com cerca de 5 semanas. Em adulto, geralmente atinge o trato intestinal, provocando vómitos e diarreias. Devido à resistência do vírus, é difícil obter recuperações a 100%. Regra geral, os cães que sobrevivem não conseguem ganhar o peso perdido e é frequente voltarem a ter diarreia de tempos a tempos.

Leptospirose

A Leptospirose é provocada por uma bactéria que pode ser transmitida ao Homem. Os sintomas da doença são diarreias e icterícia, cor amarelada que poderá ser complicada de detectar em alguns cães. Esta doença, em cães não vacinados, é geralmente mortal. A bactéria Leptospira é propagada através da urina, sobretudo de ratos, e pode ser combatida através da vacinação e da manutenção de sítios limpos e desinfectados.

Tosse de Canil

O plano de vacinação do cão pode já estar pensado para abranger a Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina, os agentes mais comuns que desencadeiam esta doença. A decisão de vacinar ou não o animal depende do grau de exposição do mesmo a ambientes propícios ao desenvolvimento da Tosse do Canil. Esta doença, tal como o nome indica, manifesta-se sobretudo nos cães novos que se encontram em canis, provocando tosse. Afecta o sistema respiratório e é de fácil contágio entre cães em ambientes fechados, daí a referência a canil. Os sintomas incluem tosse, dificuldade em respirar e apatia. Para além das vacinas, os cuidados que se deve ter com o cão são semelhantes aos cuidados que os humanos devem ter para não apanhar gripe por exemplo. Evitar mudanças de temperatura bruscas, correntes de ar frio no inverno e o frio em geral, sobretudo cuidados com banhos e a posterior secagem. 
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Comentários (1)adicionar comentário
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21.05
DIDII disse:
Muito interessante e bastante útil ... :)
25.01
ineslob disse:
isto é mto importante pra ajudar a saber coisas importantes sobre os nosso cães!
21.01
JOlouzan disse:
Muito esclarecedor para os donos. Obrigada ao autor
02.10
marijonscp disse:
Aqui está mais um artigo bastante útil.
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