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Convivência (pacífica) entre cães e gatos

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Segunda, 12 de Outubro 2009

Convivência (pacífica) entre cães e gatos
Os cães e os gatos são muitas vezes forçados a conviver debaixo do mesmo tecto. Em estado selvagem isto não aconteceria, não só porque o cão tende a perseguir o gato, mas porque existem muitas diferenças no modo de vida de ambos. Os cães são animais gregários que precisam da matilha para sobreviver, enquanto que os felinos são solitários. Para além disso, ambos são territoriais.

O instinto natural do cão diz-lhe para perseguir o gato enquanto o deste diz-lhe para fugir do cão e aplicar as afiadas unhas no focinho dele quando se encontra encurralado. Tal convivência não é saudável nem para o cão, que pode acabar seriamente magoado, e muito menos para o gato que teme pela vida e provavelmente passa o tempo escondido do seu companheiro de casa.

Mas a ideia de que cães e gatos não se dão, é um conceito que não corresponde à verdade. É possível introduzir um novo cão numa casa onde o gato já vive e vice-versa. Contudo a convivência desde pequenos facilita sempre o trabalho.

Para além das características dos animais, a coexistência pacífica depende então de três coisas:

  • uma trela;
  • um quarto isolado;
  • e muita paciência.

1º Passo – Espaços separados


É necessário preparar a casa para a chegada do novo membro. Deve haver um espaço isolado, um quarto com a porta fechada ou com uma grade para bebés (preferível) que impeça o acesso do cão, mas não do gato, funcionando assim como refúgio para o felino. Apesar ser aconselhável manter esta divisão durante toda a vida dos animais, o gato deve ser encorajado a sair e a partilhar o resto da casa com o cão. Para além disso, se o cão for impedido de ter contacto com o gato, a sua curiosidade cresce e sempre que vir o gato vai facilmente entusiasmar-se, podendo originar exactamente aquilo que o dono não deseja: uma perseguição. Se o contacto entre os animais for regular, a convivência torna-se um hábito. Caso seja o gato o animal mais antigo da casa, ele deve ser colocado nesse espaço algumas semanas antes do cão chegar.

Caso seja o cão o animal mais antigo, deve treinar de antemão algumas regras de obediência básica, como o “Deita”, o “Fica” e o “Senta”. Para além disso, deve também dar oportunidade ao gato de explorar a sua nova casa sem a companhia do cão logo nos primeiros dias. Para isso basta trocar a posição entre eles: o gato passa a andar livremente pela casa enquanto o cão é mantido nessa divisão fechada, apenas por um breve período de tempo. Se tiver um pátio pode manter aí o cão enquanto o gato reconhece o seu território e depois trazê-lo para dentro, quando chegar a vez de o gato conhecer o pátio.

2º Passo – Contacto visual


Com o passar do tempo, permita algum contacto visual entre o cão e o gato, mas sempre por entre as grades, ou apenas através de uma frincha na porta. Torne estes contactos cada vez mais frequentes e conforme a reacção dos animais aumente o tempo de exposição. Tente perceber que os animais levam algum tempo para se ajustarem às novas condições, por isso antes de tentar alguma aproximação entre o cão e o gato, deixe primeiro que eles voltem às suas rotinas habituais, ou seja, comam com regularidade e brinquem à vontade. Sempre o cão vir o gato dê-lhe uma recompensa.

Os cães e os gatos identificam os seus companheiros através do olfacto, por isso é importante que eles conheçam o cheiro um do outro. Muitas pessoas usam o truque de trocar panos, cobertores ou mantas dos animais, pondo o do gato na cama do cão e o do cão no sítio elegido pelo gato para dormir.


3º Passo – Partilhar a sala


Quando o cão e o gato já estiverem habituados à ideia de que há outro animal dentro de casa, faça-os partilhar a mesma divisão. Mas não precipite os acontecimentos, se o gato se assustar com o cão, não vai confiar nunca mais nele e se o cão perseguir uma vez o gato, nunca mais vai deixar de o fazer. Se estiver plenamente confiante de que chegou a altura de avançar, coloque o gato no colo de alguém e do outro lado da divisão coloque o cão de trela e faça-o estar deitado durante o maior tempo possível. Recompense o gato por estar sossegado e o cão sempre que ele se abstraia da presença do gato. Não deixe o cão sequer avançar um passo para iniciar a perseguição do gato, porque após despertar o instinto é difícil silenciá-lo. Faça isto várias vezes e quando sentir que o cão e gato se estão a acostumar à presença um do outro, deixe o gato andar pela sala, ou então deixe o cão percorrer o espaço, mas sempre de trela. Nesta fase é preferível que os animais se encontrem durante várias vezes, mas por pouco tempo, isto porque o cão pode ficar aborrecido por ter de estar durante muito tempo deitado. Sempre que o cão fixar os olhos no gato, dê-lhe um brinquedo, um osso ou algo que o permita distrair. Ladrar ou cheirar não devem ser punidos, mas qualquer outro comportamento indesejável por parte do cão deve ser seguido de um “Não”.

4º Passo – Prémios e recompensas


O gato deve ser encorajado a sair do seu canto isolado para percorrer a casa. Sempre que saia, recompenso-o. O cão também deve ser recompensado sempre que mostre bom comportamento quando o gato está na mesma sala.

Com o passar do tempo, os animais habituam-se à presença um do outro, mas nos primeiros meses o contacto deve ser sempre vigiado. A trela é um acessório importantíssimo, porque mesmo que o cão apenas deseje brincar com o gato, ele consegue facilmente feri-lo ou mesmo matá-lo com brincadeiras mais brutas.

Quando existem acidentes e o cão acaba mesmo por matar o gato, muitas vezes as famílias acabam por dar o cão ou deixá-lo em associações de animais, por considerarem que o cão foi maldoso. Mas a verdade é que os animais não conseguem distinguir o bem do mal e cabe aos donos estabelecer regras.

Mesmo que haja uma boa convivência entre os animais é natural que de vez em quando haja arrufos entre os dois. Por isso é importante que o gato tenha sempre um espaço isolado que lhe sirva de refúgio.

Na maior parte dos casos, os cães e os gatos toleram a presença um do outro, mas raramente interagem. Contudo, estes animais podem mesmo tornar-se verdadeiros companheiros e inclusivamente partilhar brincadeiras. Dormitar enroscados é o maior sinal de confiança mútua.

Precauções


Há várias raças de cães que são menos predispostas a conviver pacificamente com um gato. Os Terriers e os cães de levante e corso, os Hounds, foram criados com base no desenvolvimento e apuro do seu sentido de caça. O instinto desperta com o movimento e basta o gato receoso fugir do cão uma vez para este arrancar e nunca mais parar até encurralar o gato. Tanto o instinto de fugir como o de caçar só podem ser evitados se o dono conseguir criar condições que permitam que os animais confiem plenamente um no outro. Contudo há animais que pela sua energia e instinto de caça simplesmente não podem conviver com gatos. Tenha em atenção estas particularidades dos animais antes de trazer um novo membro para a família.

A interacção entre gatos bebés e cães não é aconselhável. Se tem um gato bebé, o melhor a fazer é permitir contacto visual, para que ambos se habituem um ao outro, mas não permitir contacto físico, uma vez que uma brincadeira mais bruta pode provocar sérios danos ao gatinho.

A comida de gato, e por vezes as fezes, são apetecíveis para o cão, mas não são saudáveis. A melhor solução neste caso é manter os dois recipientes fora do alcance canino.

Deve ter cuidado para que o animal mais antigo na casa não sinta ciúmes da nova aquisição. Deve esforçar-se por lhe dar a mesma atenção e mimos do que antes.

O gato deve ser sempre considerado o animal dominante. Isto porque o cão tem mais força e teoricamente representa uma maior ameaça para o gato do que o contrário. O dono tem um papel importante no estabelecimento destas posições: saudar primeiro o gato quando chega a casa e dar-lhe comida em primeiro lugar fazem com que o cão tenha uma atitude submissa em relação ao felino.

As 20 raças de cães que mais dificilmente se adaptam a gatos:

  • Afghan Hound
  • Ainu
  • Alaskan Malamute
  • American Foxhound
  • Australian Cattle Dog
  • Australian Kelpie
  • Basenji
  • Beagle
  • Border Collie
  • Border Terier
  • Bullmastiff
  • English Foxhound
  • Greuhound
  • Harrier
  • Saluki
  • Weimaraner
  • Shiba Inu
  • Rhodesian Ridgeback
  • Jack Russel Terrier
  • Ibizan Hound

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Comentários (11)adicionar comentário
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26.09
NelsonBento disse:
Estou com bastantes problemas, fui buscar um cão ao Canil Municipal ontem. Já tenho dois gatos bastante doceis. Tenho um grande quintal e os gatos estão habituados a andar por lá. Pois bem a primeira reação do Cão quando viu a gata, mais tímida, foi persegui-la. Hoje antes de ler o tópico fui com o gato para a rua, mas mesmo estando a repreende-lo e mesmo ele mostrando submissão, voltou a faze-lo, mesmo após o ato encolher-se com medo de ser repreendido. Para mim está a ser um situação difícil gosto muito dos meus gatos, aliás para mim é o animal ideal. Fui buscar o cão ao canil como prenda de anos para a minha mulher que queria um cão, escolhemos o mais calminho e gentil. Não nos enganamos, alias vê-se que ele precisa de bastante carinho e atenção, não tem qualquer atitude dominante, mede-se sempre de barriga para cima e deixa mexer na comida enquanto come. O grande problema é o lidar com os gatos, gostava de ter alguns concelhos, para além do post que está muito bom. Eu quero ficar com o cão mas ele tem de respeitar os gatos, eles gostam de rua e não acho bem privá-los de algo que já adquerido-
03.10
Unresigned disse:
O meu gato adora cães! Desde pequeno foi habituado a conviver com o cão dos meus pais, que fica cá em casa de vez em quando e são o máximo juntos. Deram-se bem logo no primeiro dia!
22.10
tatypl23 disse:
tenho 3 gatos (1 gato siamês e 2 gatas "rafeiras") tds esterilizados, estes n tiveram problemas cardiacos e poderam ser tds anesteziados p a esterilização. tenho também um caniche e tds os dias vem o filho do meu cao ca a casa, dão-se tds bem, por vezes mt bem mm, qd se juntam tds a correr uns atrás dos outros... é a loucura... mas td amigavelmente, por vezes até são os gatos q desafiam os cães. no entanto, cm é normal entre "irmãos" por vezes discutem e lá vai uma chapada pelo meio entre eles. esta exceelente convivência entre eles, tb se deve ao facto d nenhum ser mais q os outros.
15.10
Binxy disse:
O artigo é muito interessante, no entanto, tenho cães e gatos que vieram já adultos para a minha casa, convivendo com os outros também adultos, e nunca tive problemas. Acho que eles acabam por resolver as situações sozinhos.
13.10
HelenaPires disse:
Tenho um cão, um gato e uma gata. Convivem os 3 de forma pacífica, dormem, comem e bricam juntos. A gata está esterilizada...o que suponho que ajuda. O único que é mais ciumento é o gato, que quando se apercebe que estamos a acarinhar a gata ou o cão reage de forma mais agressiva. Fora isso...partilham e convivem bem.
13.10
poika disse:
A minha cadela Akina (dogue alemão) também cresceu com um gato, o CMYK e são grandes amigos, juntaram-se o Apolo (também dogue) e o Spanky (velhote rafeiro), e dão-se todos lindamente, felizmente. Gatos estranhos também não entram. No Inverno é um gozo ver os dogues enroscados a dormir e o gato estirado entre os dois, é uma grande confiança nos cães. O gato adora se meter com os cães e espicaçá-los, apesar do tamanho, aqui em casa dizemos sempre que quem morde mais é o gato!
13.10
espanholita disse:
Adorei e aprendi, tenho seis gatos e três cães, todos se dão lindamente. Faz uns meses, tive dois gatinhos em FAT (de um vizinho), a cadela mais nova nunca os aceitou e assim k os sentia corria atras deles e ladrava, eles coitadinhos passavam o tempo em cima do armario, só a noite, qdo fechava a cadela é k eles tinham direito a andar pela casa. Este artigo me ensinou como proceder pois os gatinhos (que entretando voltaram para o dono), mais dia menos dia, terão que voltar a viver definitivamente aqui, já que o dono é de idade mto. avançada. Os outros cães sempre ignoraram os gatinhos e viceversa.
12.10
Zeika disse:
gostei imenso deste artigo e acho que vai ajudár-me muito,pois os meus gatos ainda não suportão a cadelinha que adoptei,embora ela tenha medo deles (gatos).
12.10
escoural disse:
Tenho um Rafeiro do Alentejo e um Europeu Comum e se quiserem ir ver os respectivos petsite para confirmar a convivencia entre os dois é só espreitar. Santiago e Garfield
12.10
Melanie77 disse:
Boas*adorei este artigo por causa da minha experiência própria, já tive duas situações na minha vida em que isto aconteceu, a primeira não correu bem , tinhamos um rottweiller já de seis meses e adoptámos uma gatinha bébé e não tinhamos qualquer controle no cão que já por ter 6meses era muito bruto nas brincadeiras com a gatinha, por acaso tudo correu bem pq o namorado acabou por se ir embora com o cão lol e eu fiquei com a gatinha, juntei-lhe outra gatinha e elas agora já têm três e quatro anos respectivamente, decidi então há pouco tempo adoptar um cão abandonado que encontrei na rua com seis ou sete anos, e as coisas não podiam ter corrido melhor, estou muito contente, o meu bidu não mostra qualquer interesse nas gatas, deixa-as á vontade andarem pela casa toda, não lhes liga nenhum, ás vezes a gata mais novinha ainda se mete com ele mas ele sai da divisão, acho que tem medo ou respeito por eles, não sei....mas na rua se vê um gato já fica doido, não percebo...
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