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Cão: Coração Doente

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Segunda, 27 de Outubro 2008

Cão: Coração Doente
Não fumam, não bebem, raramente têm enfartes, mas por muito bom que seja o coração dos cães, este também fica doente.

Um em cada quatro cães com mais de sete anos tem uma doença cardíaca, segundo um inquérito realizado este ano pela empresa Boehringer Ingelheim a 1.531 proprietários de cães na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e EUA.

Estima-se que 10% dos cães venha a desenvolver uma doença cardíaca e, segundo o estudo acima citado, metade dos donos inquiridos não sabe se o seu animal tem ou não o coração doente.

As doenças cardíacas surgem sobretudo na terceira idade, mesmo as congénitas, presentes desde o nascimentos, só se manifestam geralmente quando o cão se torna idoso. A detecção precoce destas doenças é essencial para que se consiga travar o desenvolvimento de quadros clínicos severos.

Doenças mais comuns


Os cães têm um coração muito resistente e é raro morrerem devido a um enfarte. Na maior parte dos casos, pode-se dizer que morrem devido à acumulação de micro-enfartes que se vão sucedendo ao longo da vida. Em termos simples, pode-se dizer que o músculo do coração dos cães vai-se deteriorando ao longo do tempo. Assim, os humanos com doenças cardíacas podem ver a doença estabilizada até que ocorra um enfarte súbito. Nos cães, as doenças cardíacas vão agravando-se progressivamente. Mas tal como nos humanos, os machos são mais propensos ao desenvolvimento de doenças cardíacas do que as fêmeas.

Existem duas doenças cardíacas mais comuns nos cães. Especialistas avançam com diferentes números, mas aponta-se que 90% dos cães com problemas no coração tenham uma destas doenças: Cardiomiopatia dilatada ou Fibrose da válvula mitral.


Cardiomiopatia dilatada

As cavidades do coração dilatam progressivamente, fazendo com que as paredes do coração se tornem mais finas. Isto faz com que o miocárdio, o músculo do coração, perca a capacidade de manter o fluxo cardíaco regular, perdendo força para bombear o sangue. Como se trata de um coração que se expandiu demasiado, esta doença é mais comum em cães de grande porte, embora alguns animais de porte médio também a desenvolvam.

Fibrose ou Endocardiose da válvula mitral

Os cães de porte mais pequeno também sofrem do coração. Nestes é geralmente a válvula mitral a mais afectada. A válvula mitral é responsável pela passagem do sangue da aurícula esquerda para o ventrículo esquerdo a partir de onde é levado para as artérias. Com a substituição dos tecidos fibrosos, a válvula começa a enfraquecer, permitindo que parte do sangue inverta o fluxo normal no coração.

Os cães que apresentam estas doenças podem não ter uma insuficiência cardíaca. Esta é o resultado do agudizar do estado clínico dos cães. As duas condições provocam problemas no bombear do sangue que, se não for detectado a tempo, é o próprio corpo que começa a criar respostas para suprir a falta de oxigénio ao nível celular. As células começam a libertam hormonas que vão conservar e reter líquidos, o que permite aumentar o volume do sangue. Esta medida é eficaz, mas apenas a curto prazo. A retenção de líquidas prolongada durante meses pode levar à fuga de líquidos que se alojam em regiões indesejadas, como por exemplo nos pulmões, provocando edemas pulmunares, ou sob pele e no abdómen, ascites. Geralmente quando se fala em insuficiência cardíaca, fala-se também na acumulação de líquidos numa destas regiões do corpo do animal.

Sintomas


Numa primeira fase, os sintomas de uma doença cardíaca são imperceptíveis e só podem ser detectados através de exames realizados pelo veterinário. O batimento cardíaco irregular é um dos principais sinais. Como a detecção precoce destas doenças pode significar a diferença entre seis meses de vida e uma esperança média de vários anos, as consultas de rotina assumem assim extrema importância.

Num estado intermédio, a fuga dos líquidos produzidos provoca tosse. Letargia e dificuldade a respirar são outros sintomas comuns. Em estádios mais avançados, o cão tem dificuldade em respirar, mesmo quando está em repouso, podendo chegar a desmaiar. Apresenta também falta de apetite e perda de peso, para além da tosse. A falta de peso é muitas vezes mascarada com o aumento de fluídos, que, apesar de se tratar apenas da acumulação de líquidos, fazem com que o cão fique mais pesado. À medida que a doença progride, o cão torna-se cada vez mais avesso ao exercício.

Os sintomas só costumam manifestar-se em cães que entram na terceira idade. Nos cães de grande porte, isso pode significar que surjam a partir dos cinco ou seis anos. Como os cães mais pequenos vivem em média durante mais tempo, os sinais de adoença tendem a aparecer mais tarde.

Como estes sintomas não são exclusivos das doenças cardíacas e surgem geralmente quando o cão se torna idoso são muitas vezes confundidos com o sinais de “velhice”. É importante ter em mente que algumas mudanças de comportamento surgem quando o cão se torna idoso, mas isso não significa que o cão deixe de ter um aspecto saudável ou vontade de brincar.


Diagnóstico


Apenas o veterinário é capaz de diagnosticar uma doença cardíaca num cão. Nas consultas de rotina, o cão deve ser auscultado. As doenças acima descritas provocam um ritmo anormal que é capaz de ser detectado numa simples auscultação. Para esclarecer dúvidas ou diagnosticar a doença com mais precisão, o médico pode pedir a realização de vários exames, tais como raio-X, electrocardiograma ou ecografia. Após a identificação do problema, o veterinário pode também pretender recolher amostras de sangue e urina para determinar as condições do fígado e rins e escolher a medicação adequada.

Tratamento


Até ao aparecimento dos primeiros sintomas, os cães com doenças cardíacas devem ser vigiados de perto pelo veterinário sem ser, regra geral, necessário algum tipo de medicamento. Quando os sintomas aparecem, geralmente os cães necessitam de medicação, normalmente mantida até ao resto da vida. A medicação visa regularizar o batimento cardíaco, diminuir a retenção de líquidos ou até mesmo dilatar as veias para que comportem um maior fluxo sanguíneo. Para além disso, é geralmente necessário tomar outras precauções, tais como exercício controlado e dieta específica.

Os cães com cardiopatias diagnosticadas precocemente conseguem viver com qualidade durante vários anos. Contudo, a esperança de vida de um cão cardíaco varia conforme a gravidade dos casos. Nos casos mais severos, em que se verifica a existência de uma insuficiência cardíaca congénita, por exemplo, após a manifestação dos primeiros sintomas, os cães têm entre seis meses a um ano de vida.

Deve perguntar ao veterinário qual o estado da doença do seu animal e informar-se sobre a esperança de vida. Assim que o seu cão se torna idoso, faça check-ups de seis em seis meses no seu veterinário.
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