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Cobras: Espécies Mais Populares

As espécies mais divulgadas em herpetocultura...

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Quinta, 15 de Agosto 2002
Autor: Ulrich Hilmer

Cobras: Espécies Mais Populares
Cobras Reais
Cobras do Leite
Cobras do Milho
Cobras Rateiras

Família Colubridae:

Cobras Reais e Cobras do Leite:Lampropeltis sp.

Cobras do Milho e Cobras Rateiras: Elaphe sp.

Estas cobras, embora sejam de espécies diferentes, têm manutenção muito semelhante que pode uniformemente ser aplicada. Têm também em comum o facto de quase todas terem a sua origem no mesmo Continente Americano (Norte e Centro) exceptuando-se o género Elaphe, contendo espécies também Europeias e Asiáticas, no entanto menos vistas no mercado que as variedades Americanas: aqui, cingir-nos-emos apenas a estas últimas. Por serem de fácil reprodução em cativeiro, nenhuma delas deveria ser adquirida senão assim. Acresce ainda em favor desta ideia o facto das cobras nascidas em cativeiro terem em geral um nível parasitário muito menor que as cobras arrancadas ao seu habitat natural.

Descrição


LAMPROPELTIS GETULA CALIFORNIAE sp. - COBRA REAL CALIFORNIANA

É uma das cobras mais divulgadas, com dimensões que podem ultrapassar os 2m, muito dócil, o seu habitat é muito variado pois que vai desde o deserto aos prados e florestas: é natural dos Estados Unidos e México. Deve ser mantida a um grau de humidade de cerca de 70%. Atingem a fase adulta por volta dos 3 anos, são ovíparas (posturas de 15 ovos), activas á noite/crepúsculo, de hábitos terrestres gostam contudo de escalar e têm uma duração média de vinte anos.

LAMPROPELTIS TRIANGULUM sp.  - COBRA do LEITE

Também chamada cobra FALSA CORAL por se ter estabelecido uma certa semelhança entre o seu colorido e o das verdadeiras e venenosas "cobras coral"do género Mycrurus. A destrinça entre ambas é facilmente feita observando a ordem do colorido dos anéis duma e de outra,assim:

  • Cobras de Leite: a risca preta encosta na vermelha
  • Cobras Corais verdadeiras: a risca amarela encosta na vermelha.
Estas cobras têm um colorido mais vincado que as anteriores (anéis negros, vermelhos,brancos e amarelos), escamas muito suaves e brilhantes (LAMPRO:brilhante-PELTIS:escudo, do Grego)e sendo dóceis são muito disputadas por coleccionadores em todo o mundo chegando a atingir elevados preços no mercado. Apuros genéticos têm sido levados a cabo no sentido de tons e cores cada vez mais invulgares.

ELAPHE GUTTATA sp. - COBRA do MILHO

Habita o Centro e o Leste dos Estados Unidos,chega a medir perto de 2m, de temperamento dócil e belo padrão de cor negra e vermelha. Deve ser mantida a um grau de humidade de cerca de 70%. Atingem a fase adulta por volta dos 2 anos, são ovíparas, activas á noite/crepúsculo, de hábitos terrestres gostam contudo de escalar e têm uma duração média de dez anos.

ELAPHE OBSOLETA sp. - COBRA RATEIRA

Habita o Leste dos Estados Unidos é de envergadura maior que a anterior chega por vezes a atingir os 2,5m. De hábitos terrestres deve ser mantida a um grau de humidade de cerca de 70%. Necessitam de mais trabalho de interacção com o dono, pois de inicio o seu temperamento é algo agressivo. A E.O.QUADRIVITTATA possui uma linda colocarão amarela.

Alojamento


As espécies do género LAMPROPELTIS, sendo ofiofagas (têm entre as suas presas outras cobras menores) devem ser mantidas individualmente. Há quem recomende o alojamento de cobras com o mesmo tamanho, mas é preferível desistir dessa ideia por evidente precaução...

Terrário


Muito seguro e sem nenhuma abertura por onde uma cobra comprimida possa escapar (são excelentes neste desempenho), .deverá ter uma altura suficiente para nele instalar ramos e galhos para trepar/fazer exercício, .e conterá a cobra em quase toda a sua longitude. Estas cobras são activas, necessitam de exercício e uma vez que apenas têm um pulmão (o outro existe atrofiado, numa forma residual), caso se não ofereça á cobra a possibilidade dela se distender, a respiração não se efectua como deveria e infecções respiratórias podem advir.

Boas medidas serão:

  • terrário de 40 litros para cobras recém-nascidas muito pequenas.
  • terrário de 80 litros para cobras juvenis de tamanho médio.
  • terrário de 230 litros para cobras adultas e grandes.
  • Orifícios de ventilação suficientes para evitar que a falta de circulação do ar produza fungos e bolores no interior, são imprescindíveis.

Aquecimento


Habitando estas cobras regiões muito diversas, uma disparidade grande de temperaturas não seria mais que uma consequência lógica. Porém, poderemos atribuir a todas elas uma margem segura de temperaturas como sendo regra:

  • Temperatura Diurna: estabelecer no terrário um gradiente termal que vá de 25º C, no seu ponto mais frio, a 30º C no seu extremo mais quente.
  • Temperatura Nocturna: estabelecer no terrário uma temperatura uniforme de 20º C.


Note-se, que nos casos em que se decide fazer reprodução, antes do acasalamento, a temperatura deve descer muito mais que o indicado com o fim de fazer passar a cobra por um período de descanso.

Material a usar:

  • Durante o dia, lâmpadas eléctricas tipo projector em número e potência suficientes para atingir a temperatura requerida.
  • Durante a noite, um emissor de calor em porcelana pois ao contrário das lâmpadas vulgares, este não emite qualquer luz, podendo assim estabelecer-se a alternância dos dias e das noites que importa seja bem definida:
  • 12 horas de luz/dia
  • 12 horas de escuridão/noite


Uma placa de aquecimento de fraca potência colada por baixo do fundo do terrário, se este for de vidro, poderá ser colocada para elevar ligeiramente a temperatura em determinado ponto.

"Rochas Quentes" em caso algum deverão ser usadas pois aquecem demasiado, e tanto cobras como lagartos não dão pela diferença. Só tarde demais o criador dará conta das terríveis queimaduras no corpo dos seus animais. Ainda que a publicidade se gabe do melhor, Por Favor não utilizem nunca rochas quentes...

Todos os emissores de calor usados no aquecimento do terrário têm absolutamente de estar conectados a um bom termostato regulável. Importante é também vedar por uma rêde de malha adequada toda e qualquer possibilidade de acesso aos focos de calor por parte dos animais. No caso das cobras com muita facilidade e bastas vezes elas se erguem até tocar no teto do terrário. No caso dos lagartos uma boa parte deles salta para os dispositivos de aquecimento e aí ficam mesmo queimando-se...

Iluminação

As cobras não necessitam, ao contrário de certos lagartos, de iluminação especial. Alguns criadores muito ortodoxos referem que a existência duma iluminação feita a base de lâmpadas fluorescentes com emissão de raios UVB, predispõe favoravelmente as cobras. Um foto-período de 12 horas/luz(dia) e 12 horas/escuro(noite)e um requerimento básico essencial.

Substrato

Ou seja aquilo que constitui o fundo do terrário devera ser substituído, lavado, desinfectado e seco logo que se suje.

São aconselháveis:
  • papel pardo
  • jornais
  • toalhas de papel de cozinha
  • tapete de relva plástica para exterior (não usar os que forem ásperos e rijos). Ter uma muda limpa sempre á mão.
  • aparas de madeira (não usar pinho nem cedro que são tóxicos)e neste caso, sempre que se alimente a cobra dever-se-á fazê-lo em terrário á parte, evitando-se assim que ela ingira juntamente pedaços de madeira que poderão ser mortais em caso de obstrução intestinal.

O substrato deverá estar permanentemente limpo e seco evitando-se assim a proliferação de germes patogénicos. Uma cobra recém adquirida e de cuja história pouco ou nada se sabe deverá fazer uma quarentena em terrário que tenha como substracto simplesmente papel. Deste modo, será fácil concluir da existência de doenças (melhor visualização das fezes e dos parasitas exteriores) que no papel do substracto desde logo se evidenciarão.

Decoração

Do terrário tem mais a ver com a necessidade da cobra ter privacidade e fazer exercício do que propriamente com o aspecto decorativo do mesmo.

É necessário:
  • Caverna comercial, tigela plástica/vaso de barro virados ao contrario ou caixa de cartão/madeira todos com uma abertura para entrada. Este será o esconderijo da cobra.
  • Reservatório facilmente lavável para água.
  • Troncos, galhos, cascas de árvore (cortiça),pedras: tudo elementos capazes de oferecer exercício e segurança a cobra. -Plantas artificiais.
  • Foto/Póster com paisagem ao fundo e se possível também de ambos os lados do terrário (muito menos stressante assim...)

É de notar que sempre que algum do recheio se suje, este deverá ser imediatamente retirado, lavado, desinfectado, passado por várias águas e em seguida seco ao sol, só depois é que voltará a fornecer o terrário novamente.

Alimentação


As cobras em cativeiro podem ser alimentadas com ratos. Estes, poderão ser adquiridos nas casas da especialidade congelados ou criados pelo próprio. Aos ratos deve ser dado excelente tratamento para que sejam nutritivos e portanto, bom alimento. Devem ser dados sempre completamente descongelados (mergulhar em água tépida).

O tamanho dos ratos varia consoante a idade/tamanho da cobra:
  • Cobra recém-nascida: ratinhos nascidos de um dia.
  • Cobra juvenil: ratinhos com alguns dias, com pouco pêlo.
  • Cobra adulta: ratos pequenos.

Compete aqui assinalar que a regra de ouro na escolha da dimensão das presas a oferecer, é a de que nenhuma deverá exceder o tamanho da maior grossura existente no corpo da cobra.

Na natureza para alem de pequenos mamíferos roedores são também alimento outras cobras, anfíbios, lagartos, pássaros e nalguns casos até grilos...

A FREQUÊNCIA das refeições depende também de diversos factores. Assim, as cobras jovens terão mais necessidades alimentares - oferecer duas vezes por semana - e as cobras adultas poderão passar apenas com uma refeição semanal. Na altura da muda não se deve alimentar nunca. Durante a época do acasalamento/cio muitas vezes, sem nenhuma razão de saúde válida, a cobra deixa de comer, para recomeçar logo após o fim desse período (por vezes longo demais para desafio dos nervos dos proprietários...deve-se no entanto, durante este período oferecer sempre alimento pelo menos uma vez por semana). Após comer, e nos dias seguintes (2-3), a cobra não deve ser manipulada, deve ficar em repouso até que faca a digestão. Uma manipulação desajeitada após comer ou demasiado alimento duma só vez pode levar a cobra a regurgitar. Ao oferecer o rato, dever-se-á usar sempre uma pinça própria (alimentador) que o transporta seguro pela cauda até dentro do terrário onde se sacode para assim melhor chamar a atenção da cobra.

Alimentação Forçada

As circunstâncias em que se terá de praticar este tipo de alimentação são as que decorrem de:

  • Doenças, patologias várias.
  • Stress ocasional.
  • Stress duma cobra adulta e capturada para viver em cativeiro.

A alimentação forçada evitará a morte da cobra por inanição mas é difícil de levar a cabo e muito stressante para ambos. Melhor será efectuada por alguém experiente. Duas pessoas serão necessárias: uma segurará a cobra e a outra abrirá a boca com a ajuda dum estilete de madeira ou plástico polidos para não aleijar, o qual funcionará como alavanca que impeça a cobra de fechar a boca. Com a outra mão, muito lentamente, introduz-se o rato evitando-se a asfixia a todo o custo. Casos tem havido depois deste procedimento, de a cobra ter recuperado e voltado a comer normalmente. Contudo, é isto uma pratica de último recurso...

Água e Humidade

Um recipiente com água suficientemente grande para conter a cobra no seu interior deverá estar sempre disponível. Como a cobra muitas vezes defeca no seu interior, é necessário lavá-lo e desinfectá-lo sempre que assim aconteça. É lá que a cobra bebe e muitas vezes mergulha e aí permanece para amolecer a pele velha na época da muda.

Interacção


As cobras são animais selvagens e como tal necessitam de ser "contactadas" pelos humanos para assim perderem parte da agressividade. Uma cobra jovem e nascida em cativeiro tem muito mais probabilidades de se vir a tornar num bom animal de estimação do que uma cobra adulta apanhada na natureza...procurem pois, cobras de criadores de confiança, que vos possam até dar a história clínica dela, se a houver. Segurar a cobra sem aperto, pelo meio do corpo, deixando sempre livre a cabeça, fazê-la deslizar duma mão para a outra, sem nervosismo e num local tranquilo, é o melhor procedimento. Se acaso a cobra se enrolar na mão ou braço, deixá-la estar um pouco, pois é sinal que se está acomodando e se sente segura. Para a desenrolar, começar sempre pela cauda com suavidade e jamais pela cabeça, o que só a amedrontaria fazendo-a provavelmente morder.

Durante o período da procriação, a cobra anda esquiva e nervosa e não é aconselhável nenhuma interacção. Também se deverá deixar a cobra em repouso na altura da muda e durante a digestão.

Muda de Pele


Como todos os animais as cobras crescem e o seu exterior, a pele, chega a uma altura que não mais tem "espaço" para conter o corpo, e é forçoso que rebente. Deste modo, a cobra irá esfregar-se em algo mais áspero rebentando a pele. Em casos excelentes a muda será feita numa peça só. Se isto não ocorrer poderá a cobra ter problemas de saúde (muitas mudas imperfeitas é um sinal de alerta) ou não lhe terem sido facultadas as condições de humidade necessárias. Dever-se-á durante esta fase pulverizar o terrário com água morna para elevar o grau de humidade dentro(nem sempre a cobra mergulhará no recipiente da água). É imprescindível que o criador retire os restos de pele que ainda ficaram.

Esta operação é particularmente sensível se sobre os olhos ficaram restos. Para tal é necessário mergulhá-la em água tépida durante um tempo, e depois mecanicamente, com o auxílio dum pano fino(ou cotonete), muito suave, humedecido da mesma água, esfregar ligeiramente até desprender os resíduos. Outra técnica também em uso, é colar aos dedos um pouco de fita cola suave esfregando ligeiramente por sobre a vista até que tudo saia aderindo á fita...Tudo deve sair completamente pois a ficarem, serão os futuros focos de infecções dermicas e oftálmicas. Repetir este procedimento as vezes que forem necessárias ou levar a cobra a um veterinário experiente em répteis... Durante este período é vulgar o animal mudar o seu colorido, o seu tom, para outro mais escuro. Também os olhos ficarão cegos com uma película branca, leitosa, por vezes azulada. Isto é absolutamente normal e apenas uma fase passageira. Logo após, uma nova cobra, viva, brilhante, cheia de cor e apetite surgirá.

Cuidados Veterinários


Deverá eleger um veterinário experiente em répteis e da sua confiança. A ele levará o seu animal de estimação periodicamente para verificação. Impõe-se uma ida ao consultório sempre que a cobra manifeste:

  • apatia
  • permaneça tempos com a cabeça erguida fitando o alto
  • fastio(fora das épocas usuais)
  • vómitos
  • regurgitação
  • saída de saliva ou mucos pela boca ou narinas
  • dificuldades respiratórias (barulhos)
  • desidratação (manifesta-se pela existência de rugas e pregas a volta do pescoço). O veterinário devera administrar fluidos quer subcutaneamente quer per Os.
  • parasitas externos(ectoparasitas):piolhos, aranhiços...
  • parasitas internos(endoparasitas)presentes nas fezes umas vezes visíveis a olho nú, outras vezes não...por isso é norma rotineira, levar para analise fecal uma amostra fresca de um dia(guardar no frigorifico)dentro dum pequeno saco plástico bem fechado, sem ar. A analise deverá procurar bactérias, protozoarios e vermes.
  • feridas, abcessos
  • queimaduras

Farmácia


O criador precavido tem uma pequena farmácia em casa para tratamento dos seus animais. Ela basicamente constará de:
  • Betadine (solução dérmica), para limpar e desinfectar
  • Água oxigenada (desdobrar com água, pois tal qual se vende é forte demais e queima os tecidos). Se pretender usar como hemostático nesse caso, não misture água mas limite o seu uso.
  • Um pó cicatrizante com antibiótico.
  • Uma pomada com antibiótico de largo espectro.
  • Algodão, gaze, adesivo hipoalergenico (tem menor aderência e ao tirar não irrita as escamas). Luvas cirúrgicas esterilizadas.

Escolher a sua cobra

Prevenir vale mais que remediar, também aqui neste caso. Não vai querer um animal que lhe acarrete despesas e dissabores e por isso mesmo deverá examiná-lo com atenção antes de o adquirir.

Uma cobra saudável, deve:

  • ser viva, activa, mostrar-se interessada e reagir.
  • ter uma língua inquisitiva, que se mova incessantemente,
  • ter um corpo cheio e regular, sem inchaços, feridas, crostas, arranhões ou retenção de peles.
  • ter as escamas perfeitas e alinhadas.
  • ter o ventre tão perfeito quanto a parte de cima.
  • o orifício anal apresentar-se limpo, sem restos de excrementos.
  • ter olhos , narinas e boca limpos.
  • ter apetite.
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