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Controlo e Tratamento da Displasia

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Sexta, 26 de Outubro 2007

Controlo e Tratamento da Displasia
Sendo uma doença hereditária, a displasia poderia ser eliminada, ou pelo ver a sua incidência reduzida, se os cães que apresentassem esta malformação não pudessem procriar. Contudo, devido à sua grande incidência nas raças de porte grande e gigante e ainda em algumas de porte médio isto provocaria uma redução significativa dos exemplares aptos para a procriação o que aumentaria a consanguinidade nas cruzas e a redução da variedade genética disponível. A resistência de alguns criadores prende-se sobretudo neste ponto: o aumento da consanguinidade poderia por sua vez provocar outras doenças genéticas. Para além disso, alguns criadores argumentam que um cão com displasia leve pode ter outras características preciosas para o gene-poll da raça.  

De qualquer das formas, o controlo da displasia passa por não deixar procriar cães com displasia, apesar de isso poder influenciar outras características da raça. Cabe aos clubes e organizações pesar os prós e contras e definir qual o ponto a partir do qual não é aceitável cruzar os animais. Um grande passo para diminuição da incidência da displasia, seria acabar com os cruzamentos “à margem da lei” feitos por quem não tem conhecimentos suficientes e que acaba por cruzar dois cães displásicos.

Tratamento

Sendo um problema de ordem genética, torna-se difícil poder curá-lo. Existem diversificadas formas de tratamento cirúrgicas e não cirúrgicas. Um cão com displasia deve ser acompanhado por um veterinário que decidirá qual a melhor opção para o seu caso específico. A displasia é um problema que evolui ao longo da vida do animal, por isso é aconselhável visitas regulares ao veterinário e ainda uma observação atenta por parte do dono para que possa identificar alguma alteração no comportamento do cão.

Não cirúrgicos

Este tipo de tratamentos é utilizado em cães com displasia leve ou moderada. Visa sobretudo reduzir a dor e dar ao cão qualidade de vida. O plano de tratamentos passa pelo controlo do peso do cão, realização regular de exercício (natação e caminhadas) e administração de anti-inflamatórios. Fisioterapia é também uma opção a considerar.

Para além disso, o veterinário pode mostrar-lhe como massajar o cão: seja meigo com o animal, não se esqueça de que ele tem dores, apesar de não o mostrar. Comece de forma gradual a acariciar a zona da anca e depois com movimentos circulares trabalhe a zona da articulação.

Evite degraus, usando rampas. Não faça o cão saltar. Compre tigelas para a comida elevadas, para que o cão não tenha de se baixar para comer.

Existem ainda outras respostas não médicas, tais como a acupuntura, cuja eficácia ainda não está cientificamente comprovada.

Cirúrgicos

As técnicas cirúrgicas destinam-se a corrigir a malformação da anca. Os procedimentos mais comuns e mais eficazes são:

Osteotomia Tripla
Em cachorros, até aos 12 meses, pode-se recorrer a esta cirurgia, desde que não apresentem artrite. A pélvis é cortada (osteotomia = cortar osso) em três zonas distintas - púbis, ísquion e ilíon – e depois rodada no grau desejado. Para a manter nesta posição é aplicada uma placa e parafusos ortopédicos. A cirurgia demora entre uma a duas horas, mas o cão geralmente fica internado durante 24 horas.

O exercício deve ser limitado durante os primeiros três meses, tempo após o qual o cachorro já poderá ir à rua com regularidade. Durante as primeiras três semanas, o cão não deve sair à rua. Até aos dois meses, os passeios devem ser o mais limitados possível, apenas dando oportunidade ao cão de fazer as suas necessidades. Poderá ser necessário tomar antibióticos, caso o veterinário os receite. Não mantenha o cão num piso escorregadio. Esta operação é bem sucedida em 90% dos casos.

Prótese Total da Anca
Este procedimento é praticado apenas em cães com mais de dois anos, uma vez que os ossos necessitam de estar bem formados para suportarem os implantes. Não só com o objectivo de minimizar a dor, mas também de devolver a funcionalidade à anca e corrigir os erros genéticos, a cabeça do fémur é substituída. Esta operação tem uma alta taxa de sucesso, mas devido à sua complexidade convém seleccionar bem o veterinário para a fazer. A cirurgia demora entre duas a três horas.

No mês seguinte à cirurgia, os movimentos do cão devem ser limitados. Se o cão completar ano e meio com a prótese sem qualquer problema, então em princípio não necessitará de mais intervenções.

Dartroplastia
É um procedimento mais recente, para cães jovens que não têm as condições necessárias para uma Osteotomia Tripla ou Prótese Total da Anca. É uma cirurgia demorada, que pode levar 5 a 6 horas a ficar concluída, e ainda é considerada experimental. O objectivo é reduzir a dor sentido pelo cão através do transplante de osso da pélvis para reconstruir a articulação.

Osteotomia da Cabeça do Fémur
A excisão da cabeça do fémur é um procedimento utilizado em último recurso. Apesar de eliminar a dor e consequente permitir que o animal se sinta confortável, a mobilidade do animal fica reduzida. Os cães conseguem andar sem dor, mas não conseguem voltar a correr e a saltar normalmente. Os cães mais leves são os melhores candidatos a esta operação.


No que diz respeito à displasia, a melhor cura é a prevenção e a melhor prevenção é saber a quem está a comprar o cão. Escolha sempre um criador responsável e de qualidade.

(Ver 1ª Parte do artigo: Displasia: A Doença Que Persiste)
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Comentários (4)adicionar comentário
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22.11
katrinaOscar disse:
Olá. Eu tenho um golden retriever e também graças aos cruzamentos decuidados ele também tem displasia das ancas... fez agora 9 mesinhos e vai fazer uma dartroplastia. vai ser um bocado cara mas ele vai ficar muito melhor... aconselho a procurar informações pois ao primeiro veterinário que fui disseram-me que não havia nada a fazer, no entanto fui a outro vet qe me disse que se podiam fazer essas coisas. se nao tivesse procurado ajuda ele ficava assim pra sempre sem poder saltar nem correr... e ver um cão de 9 meses sem poder fazer essas coisas corta o coração.
17.11
pacha9 disse:
O meu cão (Labrador) tem displasia de grau moderado,as dores não se manifestavam desde os 8 meses (ele tem quase 3 anos), agora com a vinda de uma amiga de 4 patas para casa (que não tem displasia) e tem energia mais do que suficiente para os dois, o meu cão tentou acompanha-la, claro, a saltar e a correr, averdade é que nunca mais me lembrei que ele tinha esse problema... No dia seguinte,(depois da brincadeira) ele simplesmente não se queria levantar, fui logo com ele ao veterinário e está a ser medicado, mas de facto ao contrário do que eu pensava (que ele não se devia movimentar) o veterinário aconselhou a dar passeios regulares sem correrias. No meio de tudo isto quem sofre é sempre o animal... Enquanto houverem cruzamentos irresponsáveis, este problema não tem fim. Lamentávelmente.
30.10
JCalheiros disse:
É certo que o factor hereditariedade é relevante no problema da displasia. Contudo há factores ambientais que não podem nem devem ser descurados tais como, alimentação, obesidade, exercício físico, sedentarismo... Aparentemente estes factores podem não parecer de grande importancia, mas o certo é que podem fazer acelarar ou retardar o desenvolvimento da displasia no animal. A falta de exercício ou, exercício em excesso em animais muito jovens, uma alimentação desiquilibrada, não fornecendo os nutrientes com qualidade e em quantidades equilibradas ou muito calórica, levando a um excessivo aumento de peso contribuem em grande escala para o desenvolvimento deste problema. Como o tratamento preventivo é sempre preferível, sendo menos dispendioso para o dono e menos doloroso para o animal, cabe a cada um de nós contribuir com os conhecimentos possíveis de modo a proporcionar-lhes a melhor qualidade de vida possível.
26.10
InesVaz disse:
"Cabe aos clubes e organizações pesar os prós e contras e definir qual o ponto a partir do qual não é aceitável cruzar os animais. Um grande passo para diminuição da incidência da displasia, seria acabar com os cruzamentos “à margem da lei” feitos por quem não tem conhecimentos suficientes e que acaba por cruzar dois cães displásicos." ERA AQUI Q TUDO DEVIA COMEÇAR REALMENTE... mas isso seria querer mudar o mundo... e não é fácil... se nem sequer à fiscalização das ninhadas...
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