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FIV: A SIDA dos Gatos

Directrizes Europeias para conviver com a doença

ARCADENOE.SAPO.PT

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Segunda, 19 de Maio 2008

FIV: A SIDA dos Gatos
Passados 22 anos da descoberta do vírus responsável pela SIDA dos gatos, o European Advisory Board on Cat Diseases (ABCD) publicou as primeiras directrizes europeias acerca desta doença viral.

Entre as recomendações, a instituição adverte que os gatos não devem ser eutanasiados devido apenas à contracção do vírus. Segundo o ABCD, o isolamento, as visitas regulares ao veterinário e o tratamento associado a medicamentos antivirais são a forma mais eficaz de lidar com a situação.

O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) é uma das doenças mais mortais nos gatos. Afecta exclusivamente os felinos, ou seja não é transmitida aos humanos ou outros animais de estimação, mas actua de forma idêntica à estirpe humana, o HIV. Talvez devido ao desconhecimento da doença e à carga negativa que carrega, são numerosos os abandonos de gatos depois de um diagnóstico positivo. Na verdade, os gatos infectados podem partilhar a casa com os donos durante anos, até que os primeiros sintomas se façam notar.

A forma mais comum de transmissão do vírus é através de dentadas, em que a saliva entra em contacto com o sangue. Ainda em estudo está a possibilidade de transmissão através do contacto sexual, embora durante o mesmo aja frequentemente dentadas do macho na fêmea, aumentando o risco de transmissão. As mães infectados podem transmitir a doença aos filhos, mas a transmissão depende da carga viral da mãe durante a gravidez.

O FIV desenvolve-se por fases e durante grande parte do tempo, o gato não manifesta sintomas de qualquer infecção. Numa primeira fase, o gato pode manifestar febre sem razão aparente, mas pode também não evidenciar qualquer sintoma. Numa segunda fase, o número de linfócitos começa a diminuir, mas o gato permanece assintomático. Os gatos aparentam assim estar saudáveis. Nestes estados, podem contudo transmitir a doença a outros felinos. A terceira fase está associada ao aparecimento dos primeiros sintomas, em que o gato pode perder peso e alterar o seu padrão de comportamentos. Geralmente a primeira fase manifesta-se alguns meses após a infecção e dura sensivelmente dois meses. As outras fazes podem durar meses ou anos.

Na quarta fase os sintomas começam então a manifestar-se de forma mais recorrente. Com a destruição das células de defesa, os gatos ficam vulneráveis perante os vírus, incluindo os mais fracos, tais como os responsáveis por uma simples constipação. Os sintomas do FIV começam então a manifestar-se através da ocorrência frequente de infecções, algumas até pouco usuais, que em estado saudável seriam facilmente combatidas pelo gato: gengivites, estomatites, otites, infecções respiratórias, etc.

A última fase corresponde ao Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Com o sistema imunitário arrasado, o gato tem já pouco tempo de vida, apenas alguns meses. Mas os avanços médicos vão permitindo cada vez mais a extensão deste prazo. Fulminante parece ser a combinação de FIV e FeLV (leucemia felina).

O FIV afecta gatos de todas as idades, mas os estudos realizados neste campo indicam que a doença manifesta-se geralmente em animais com idade superior a cinco anos, com tendência a surgir cada vez mais tarde na vida do gato.

Diagnóstico

O teste a este vírus é feito através da análise do sangue. A existência de anticorpos específicos faz com que o teste dê positivo a FIV, mas podem ocorrer falsos positivos ou falsos negativos e os testes feitos nas clínicas devem ser sempre repetidos em laboratório. Gatos até aos seis meses podem ter estes anticorpos provenientes do leite materno da mãe, do qual literalmente bebem a protecção contra as doenças. Gatos em fase terminal podem originar falsos negativos devido à inexistência de anticorpos.

Tratamento

A ABCD recomenda o isolamento dos gatos de outros felinos. Não só porque os gatos infectados podem transmitir a doença aos gatos saudáveis, mas porque os gatos com FIV devem estar o mais protegidos de outros vírus que possam constituir infecções secundárias. Este isolamento não se aplica contudo aos donos que não correm qualquer perigo por estarem em contacto com o gato. O isolamento dos donos pode contribuir para o aparecimento de stress ou depressão que acelera o avanço da doença.

O veterinário deve acompanhar o caso e prescrever o tratamento adequado, que não é uma cura. A solução passa por tratar as doenças oportunistas e estimular o sistema imunitário do animal. A ABCD aconselha alguma ponderação na utilização de antivirais, mas afirma que existem alguns com efeitos positivos.

O gato deve ser vigiado pelo dono e seguido de perto pelo veterinário através de consultas semestrais. A ABCD recomenda a monitorização do peso e testes laboratoriais periódicos. Qualquer pequeno sintoma pode tornar-se numa doença grave, por isso é importante estar atento.

Em 2002 foi lançada nos Estados Unidos uma vacina para combater o FIV, mas tem-se gerado muito polémica acerca desta forma de prevenção. Por um lado,  a eficácia da vacina não é total, uma vez que foi trabalhada com base em duas clades A e D. Em Portugal, segundo a ABCD, o subtipo mais comum é o B. Por outro lado, os gatos passam a acusar sempre positivo a FIV, ficando sem se saber se o resultado se deve à administração da vacina ou à presença da doença. O ABCD não recomenda a utilização da vacina na Europa, uma vez que a vacina ainda não foi testada tendo em conta a situação específica desta região.

Prevenção

Como a FIV está associada a lutas entre gatos, onde são trocadas dentadas e abertas feridas, a castração do animal reduz o risco de contágio, segundo a mesma instituição. A castração atenua também a vontade de os gatos irem ter com fêmeas em cio e por isso o gato terá menos vontade de ir ao exterior. Caso consiga fugir de casa, como está castrado, as hipóteses de enfrentar gatos vadios são menores. A castração é aconselhada pela ABCD tanto para gatos infectados como para gatos saudáveis.

Para além disso, se já tiver gatos em casa não introduza outros sem antes os levar ao veterinário e despistar esta e outras doenças. Faça também os testes ao seu gato para que não seja este a transmitir alguma doença ao novo inquilino.

O vírus é pouco resistente se não estiver alojado num hospedeiro e por isso não são precisos cuidados especiais em relação aos objectos. Lavar os pratos de comida e água, tal como faz com os outros gatos servem para matar o vírus que tenha sido transferido.


Para consultar o pdf com as directrizes de Março de 2008 da European Advisory Board on Cat Diseases siga o link: http://www.abcd-vets.org/guidelines/pdf/abcd_fiv_guidelines_0803.pdf
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Comentários (19)adicionar comentário
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26.02
JoanaSemedo disse:
Olá! Foi diagnosticada FIV à minha gata depois de vários sintomas estranhos, como desiquilibrio, confusão, etc.. Foi vista por um neurologista que nada viu de errado. Foi-me dito que poderia sobreviver muitos anos, a verdade é que passados (somente) 6 dias, a Lua morreu.. Já não comia (só através de uma seringa), não andava, não se mexia.. Tive tanta esperança, depois de ler comentários em blogs e em poucos dias perdi uma das luzes da minha vida.. Acho importante as pessoas saberem que nem sempre há finais felizes..
09.05
jackpinetree disse:
Olá! Tenho um gatinho chamado Gui que há pouco mais de um mês na sequência de uma infecção grave foi diagnosticado com FIV. Na altura foi pensado praticar eutanásia, já que a infecção era realmente muito grave. Felizmente foi tratado numa clínica do Porto por excelentes médicos veterinários (aos quais estou muito grata) e está a recuperar muito bem! Continua connosco a encher a casa de brincadeira e boa disposição!
09.04
Isquinhas disse:
wow! n fazia ideia que da existencia de uma sida para gatos!! qe cena! vou ja levar o meu gato, qe apanhei da rua, ao vet!!! ( bom artigo )
08.04
joanamiranda disse:
é muito importante as pessoas saberem da existencia desta doença! Um artigo muito bom! ;D
23.01
espanholita disse:
Tenho seis gatos, e todos apanhados da rua, mas, por sorte, em particular, para eles, nenhum tem a doença. O primeiro k encontrei, uma gata, estava grávida, levei ao vet. e ele é k me falou da doença, desde então gato k levo para casa passa primeiro pelo vet. Mas se um dia encontrar um k seja positivo ñ será por isso k ele deixará de ter uma casa. Com tratamento e estando castrados se evitam os problemas, ou a maioria deles. Acontece k a maioria das pessoas k têm gatos desconhecem a existencia do FIV nestes, e nem todos os vet se preocupam em informar. Achei o artigo interessante, nos alerta para essas doenças e esclarece k ñ é necessario abater ou abandonar um gato por causa do FIV, nem por nada. Abandono nunca.
17.01
SofiaICS disse:
Tive um gatinho preto chamado Gochinha que morreu assim... Ainda hoje choro por ele.
22.10
boquinhas disse:
Olá, Gostaria só de dizer k o meu gatinho neste momento ta óptimo;) foi internado duas vezes numa clinica mt bem conceituada no Porto e recuperou completamente de todos os problemas com que estava :) por isso nunca percam a esperança
27.07
captain disse:
Boas tardes a todos, Há cinco anos atrás, uma vizinha minha abandonou um gatinho amarelo, na época com dois meses, isto deu-se em julho de 2003. Mudei-me da Graça-Lisboa onde vivia para a Alameda-Lisboa, como havia iniciado um relacionamento com o animal, o trouxe comigo para que novamente não ficasse à própria sorte, dei-lhe o nome de NECO, um gato amarelo que cresceu aqui pelos quintais do edifício onde moro, tornou-se um gato muito bonito e irreverente como todos os gatos, criei um elo muito forte com este gato, como viajo muito, a minha companheira sempre o olhou de perto, os gatos são por natureza territorialistas e brigam muito com os outros gatos, o NECO, pregou-me vários sustos, mas sempre se safou pois era um gatão! À cerca de quinze dias apareceu aqui na porta como sempre fazia, mas apresentou-se muito doente com o focinho inchado, levei-o ao veterinário, foi-lhe diagnosticado FIV, porém foi medicado, continuei o tratamento a base de injeções durante uma semana, não apresentou progressos, continuava com uma febre muito alta, após uma semana levei-o novamente ao veterinário, que decidiu lhe receitar medicamentos mais fortes, nada, não estava mais à reagir, iniciava-se a falência total, depois internei-o na Clinica Veterinária da Pontinha, onde lá esteve mais três dias, o Dr. Carlos Rito telefonou-me dizendo que nada mais podia ser feito, sómente aliviar o sofrimento do NECO com uma injeção para que entrasse no sono eterno, foi muito, muito difícil para mim tomar esta decisão, mas tive de a tomar, simplemente segui a orientação do Veterinário, quando ele trouxe-me o NECO, estava a dormir, parecia um anjo, este gato deixou-me fortes pegadas no coração, custa-me muito nestes dias a sua ausência, simplesmente o enterrei, rezei muito e pedi a Deus que olhasse pela sua alma, faz-me muita falta! Tenho lido muito sobre FIV, gostaria que me orientassem melhor pois temos outros gatinhos em casa. Muito obrigado. Leomar Gomes de Lima Comandante da Marinha
10.06
boquinhas disse:
Tenho um gatinho k está c esse problema, ta internado neste momento entre a vida e a morte. tem uma insuficiencia renal, hepatica e ta c anemia. Só descobri ha 2 dias atras... N sei o k hei de fazer! Ele parecia ser um gato mt saudavel e de repente um dia antes de ser internado pouco comeu e continua a comer quase nada... E ele adora comer:(
26.05
LenaPS disse:
Tenho uma amiga que teve um gatinho até aos 4 anos que morreu com esta doença.Ele cresceu saudavel e ela só reparou no 4º ano de vida, porqe foi busca-lo a uma senhora e não sabia nada desta doença. A veterinária dos meus gatinhos disse-me que o despiste só pode ser feito aos 8 meses....mas disse-me que em principio se os gatinhos tiverem um desenvolviemnto normal, crescerem bem e nao tiverem nódulos no corpo que nao contrairam a doença...mas a historia d aminha amiga assutou-me porque o dela era aparente,ente saudavel..é mesmo triste =(
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